O primeiro raio de sol quisera ser teu olhar
que vem iluminar meu sorriso perdido,
me trazer alívio, me esquecer o tempo,
já não ter sofrido e ser mais atrevido
a todo momento.
Encravados raios brilhosos em mim,
indeléveis, gostosos, maliciosos enfim.
Tanta Luz! Teu olhar,
um segredo a desvendar
nunca em nosso tempo;
mitologia ítalo-helênico,
filosofia selvagem, polêmico.
Aquece o fogo e me queima por dentro,
invadindo "pouco a pouco",
uma loucura de louco, um tormento, um perigo.
E tudo que penso e digo não revela os efeitos,
e sinto que não há jeito de poder defini-lo.
João Lover (1997)
Aqui, o meu pensamento... quem sabe, o nosso. Vamos juntos vivenciar Poesia. Se passeares neste Blog, certamente, vais encontrar algo que se identifica contigo. Apresento, ainda, Dicas da Língua Portuguesa, comentários e crônicas.
sábado, 6 de julho de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Brasil 3 x 0 Espanha: por enquanto, o jogo do século
Brasil justíssimo Campeão da Copa das Confederações 2013. A Seleção Brasileira é o time mais vencedor de todos tempos e jogou contra o time considerado o melhor da atualidade, o campeão da Copa do Mundo de 2010: a Seleção Espanhola.
Do começo ao fim, não deixamos a Espanha respirar. Abrimos o placar com o oportunismo e a esperteza de Fred, depois de um lançamento do Super Herói: Hulk. O segundo gol foi um pombo sem asa de canhota de Neymar, após tabelar com Oscar. O terceiro gol: um passe de Hulk, Neymar, inteligentemente, faz a deixadinha, e Fred coloca a bola no canto esquerdo de Casillas. Toda a equipe brasileira jogou demais...
Vamos lembrar uma feliz coincidência entre David Luiz e Amaral (grande zagueiro da Copa de 78). Antes, vale dizer que ambos atuam na quarta-zaga, e a camisa dos dois é a número 4. David Luiz salvou o gol que seria o empate da Espanha no 1º tempo: o goleiro Júlio César já batido, o zagueiro corre, dá um carrinho e tira bola quase de cima da linha (se fosse gol, mudaria a psicologia do jogo). Nesse momento, o jogo estava um pouco equilibrado. Como disse Felipão, foi uma bola decisiva para que o Brasil ganhasse a partida. Esse lance é muito parecido com o acontecido na Copa de 78, no jogo Brasil x Espanha: o goleiro Leão já vencido, Amaral corre para a meta e consegue tirar a bola com o pé, como se fosse um goleiro; então, foi garantido o placar de 0 a 0, caso contrário, se a Espanha tivesse derrotado o Brasil, sairíamos na primeira fase. Eh! Amaral, que saudade! Recordo-me também de Givanildo (do Santa Cruz) jogando contigo, Zico e Rivelino: que maravilha!
Valeu, Brasil. Felipão tem esquema tático e coração. Neymar é o cara, só os grandes gênios da bola são extremamente decisivos: observem-se esses 5 jogos da Copa das Confederações 2013 (Neymar fez gols em 4 deles; em, praticamente, todos, deu assistências que se tornaram gols: somente isso, além de alguns dribles magistrais). Parabéns, Júlio César, Você merece, jogou demais e recuperou a confiança de grande goleiro que é. Valeu Fred, nosso carismático goleador, jogou muito na final. Estamos bem servidos de volantes: Paulinho e Luiz Gustavo. Estamos também contemplados na armação com Oscar. A zaga dispensa comentários: Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, e Marcelo; além disso, o Hulk é nosso. Temos uma SELEÇÃO BRASILEIRA.
Do começo ao fim, não deixamos a Espanha respirar. Abrimos o placar com o oportunismo e a esperteza de Fred, depois de um lançamento do Super Herói: Hulk. O segundo gol foi um pombo sem asa de canhota de Neymar, após tabelar com Oscar. O terceiro gol: um passe de Hulk, Neymar, inteligentemente, faz a deixadinha, e Fred coloca a bola no canto esquerdo de Casillas. Toda a equipe brasileira jogou demais...
Vamos lembrar uma feliz coincidência entre David Luiz e Amaral (grande zagueiro da Copa de 78). Antes, vale dizer que ambos atuam na quarta-zaga, e a camisa dos dois é a número 4. David Luiz salvou o gol que seria o empate da Espanha no 1º tempo: o goleiro Júlio César já batido, o zagueiro corre, dá um carrinho e tira bola quase de cima da linha (se fosse gol, mudaria a psicologia do jogo). Nesse momento, o jogo estava um pouco equilibrado. Como disse Felipão, foi uma bola decisiva para que o Brasil ganhasse a partida. Esse lance é muito parecido com o acontecido na Copa de 78, no jogo Brasil x Espanha: o goleiro Leão já vencido, Amaral corre para a meta e consegue tirar a bola com o pé, como se fosse um goleiro; então, foi garantido o placar de 0 a 0, caso contrário, se a Espanha tivesse derrotado o Brasil, sairíamos na primeira fase. Eh! Amaral, que saudade! Recordo-me também de Givanildo (do Santa Cruz) jogando contigo, Zico e Rivelino: que maravilha!
Valeu, Brasil. Felipão tem esquema tático e coração. Neymar é o cara, só os grandes gênios da bola são extremamente decisivos: observem-se esses 5 jogos da Copa das Confederações 2013 (Neymar fez gols em 4 deles; em, praticamente, todos, deu assistências que se tornaram gols: somente isso, além de alguns dribles magistrais). Parabéns, Júlio César, Você merece, jogou demais e recuperou a confiança de grande goleiro que é. Valeu Fred, nosso carismático goleador, jogou muito na final. Estamos bem servidos de volantes: Paulinho e Luiz Gustavo. Estamos também contemplados na armação com Oscar. A zaga dispensa comentários: Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz, e Marcelo; além disso, o Hulk é nosso. Temos uma SELEÇÃO BRASILEIRA.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Laranjas de menino
O
Mestre Fernando Sabino, que morreu na véspera do Dia das Crianças, disse: “Quando
me perguntam o que eu queria ser, digo que queria ser menino.” Temos esse sonho
impossível de voltar a ser criança e, quem sabe, tenhamos um coração criança...
Lembro
agora uma passagem do meu tempo de menino (eu deveria ter 9 ou 10 anos de
idade): perto da minha casa, na mesma rua Cel. Austriclínio, em Palmares-PE,
havia um grande supermercado... Certo dia, eu ia passando quase em frente a ele
e observei um caminhão carregado de laranjas parado, vi que
carregadores/descarregadores de caminhão do local estavam “tirando” aquelas
frutas pelas brechas da grade da carroceria. Isso não era correto, no entanto me
deu uma vontade de pegar pelo menos uma: ora, se eles podiam, achei que eu também
iria conseguir. Desconfiado, aproximei-me da grade da carroceria e comecei a
tentar, mas aquele braço mago, de menino amarelo, não tinha força suficiente,
desanimei. Quando ia desistindo, apareceu, de súbito, um homem. Não me recordo
exatamente das palavras: disse que achava que eu não iria conseguir e
resolveu-me ajudar. Danou a mão por entre a grade, pegou três laranjas e me entregou:
— Obrigado!
— De nada.
Sorrindo
fui atravessar a rua, com um sorriso escancarado, e tomei um susto: aquele homem
que tirou as laranjas para mim era o motorista do caminhão.
Fui
pra casa pensativo. Por que o homem não me repreendeu? E ainda foi generoso,
deu-me três laranjas. Já estava em sua hora de sair...
Hoje,
compreendo que, antes de repreender uma criança, o melhor é protegê-la e ter
sensibilidade de provar a ela um sentimento pelas boas ações. Quem sabe,
provocar nela um sorriso, para uma melhoria do mundo.
Uma
maneira de salvar o mundo é dar amor às crianças e facilitar de todas as formas
para que elas interajam numa linda e doce brincadeira.
João Lover
sábado, 18 de maio de 2013
Dica da Língua Portuguesa nº 14: RISCO DE VIDA
Qual é o gramaticalmente correto?
Risco de vida?
Risco de morte?
A Jornalista Sandra Annenberg, apresentadora do Jornal Hoje (Rede Globo), pronunciou há 3 ou 4 dias: "A criança não corre risco de vida."
Concordo com a jornalista. Existe discussão sobre essas expressões. Observam-se jornalistas e outros comunicadores dizerem: "risco de morte". Na verdade, estão confundindo "risco de morte" com RISCO DE MORRER (expressão correta).
Se buscarmos a lógica, veremos que risco de morte não existe, porque quem está morto não corre risco algum. Quando falamos "risco de vida", estamos simplesmente afirmando que a vida está em risco.
Pouca gente fala na ambiguidade sintática. Vamos classificar sintaticamente as locuções "de vida" e "de morte". Podemos classificar apenas uma delas como adjunto adnominal (determinante do nome), o que representa um tipo de risco. Se tentarmos classificar "de morte" como complemento nominal, não é possível uma vez que não possui valor passivo (a morte sofrer o risco?); e, se pensarmos em classificá-la como adjunto adnominal, não podemos: a indicação de posse é descartada (o risco pertencer à morte?). Portanto, conforme o sistema da língua portuguesa, declaro que simplesmente NÃO é concebível a expressão "risco de morte".
Em relação à expressão "risco de vida", a locução "de vida" podemos classificar como adjunto adnominal, ou seja, o risco pertence à vida desde que nascemos.
Então, podemos dizer: RISCO DE VIDA e também RISCO DE MORRER. E, "de vida", acredito que seja adjunto adnominal (aí está a ambiguidade sintática, pois alguém pode dizer que é um complemento nominal); e, "de morrer" é uma oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo: funciona como complemento nominal da palavra "risco", isto é, risco de que a morte aconteça (sublinhei a oração, nesse caso, desenvolvida).
João Lover
Risco de vida?
Risco de morte?
A Jornalista Sandra Annenberg, apresentadora do Jornal Hoje (Rede Globo), pronunciou há 3 ou 4 dias: "A criança não corre risco de vida."
Concordo com a jornalista. Existe discussão sobre essas expressões. Observam-se jornalistas e outros comunicadores dizerem: "risco de morte". Na verdade, estão confundindo "risco de morte" com RISCO DE MORRER (expressão correta).
Se buscarmos a lógica, veremos que risco de morte não existe, porque quem está morto não corre risco algum. Quando falamos "risco de vida", estamos simplesmente afirmando que a vida está em risco.
Pouca gente fala na ambiguidade sintática. Vamos classificar sintaticamente as locuções "de vida" e "de morte". Podemos classificar apenas uma delas como adjunto adnominal (determinante do nome), o que representa um tipo de risco. Se tentarmos classificar "de morte" como complemento nominal, não é possível uma vez que não possui valor passivo (a morte sofrer o risco?); e, se pensarmos em classificá-la como adjunto adnominal, não podemos: a indicação de posse é descartada (o risco pertencer à morte?). Portanto, conforme o sistema da língua portuguesa, declaro que simplesmente NÃO é concebível a expressão "risco de morte".
Em relação à expressão "risco de vida", a locução "de vida" podemos classificar como adjunto adnominal, ou seja, o risco pertence à vida desde que nascemos.
Então, podemos dizer: RISCO DE VIDA e também RISCO DE MORRER. E, "de vida", acredito que seja adjunto adnominal (aí está a ambiguidade sintática, pois alguém pode dizer que é um complemento nominal); e, "de morrer" é uma oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo: funciona como complemento nominal da palavra "risco", isto é, risco de que a morte aconteça (sublinhei a oração, nesse caso, desenvolvida).
João Lover
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Dica da Língua Portuguesa nº 13: Erro do Jornal Nacional (Rede Globo, 03/05/2013)
Neste dia 03 de maio, veja a frase pronunciada pela
Jornalista Patrícia Poeta, no final do noticiário da matéria que se refere a um TROTE feito por meio do telefone 190:
“A justiça pode
pedir o ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos.” (frase errada em relação ao contexto).
Do modo como foi veiculada a notícia, tecnicamente,
é possível pedir aos cofres públicos o ressarcimento, isto é, os cofres
públicos vão ressarcir em vez de serem ressarcidos.
O fato é que esse referido trote mobilizou muita gente numa grande operação,
que envolveu Polícia, Corpo de Bombeiros e funcionários da concessionária de
uma estrada e causou um prejuízo de aproximadamente R$ 20.000,00. Foram desperdiçadas algumas horas de trabalho segundo o Jornal Nacional.
Como o erário sofreu o prejuízo, vamos à frase dita
de forma coerente:
A justiça pode pedir
que os cofres públicos sejam ressarcidos dos prejuízos pelo cidadão
responsável.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Dica da Língua Portuguesa nº 12: Manchete do site globoesporte.com: 'Eu não queria'
No ar, a AMBIGUIDADE. Vejamos a submanchete: "Luxa culpa 'desequilibrado' treinador do Huachipato, que acusa o brasileiro de ironia."
A frase acima se refere aos acontecimentos desagradáveis do jogo Huachipato x Grêmio no chile, ontem (18/04/2013). A ambiguidade surge porque, do modo como a manchete está escrita, não se sabe se a palavra desequilibrado se refere a Luxemburgo (Luxa) ou ao treinador do time chileno.
Vamos a alguns detalhes técnicos, classificando os termos: se o vocábulo DESEQUILIBRADO se refere a Luxa, esse termo é predicativo; se se refere ao treinador do Huachipato, tecnicamente, é uma oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio e deveria vir entre vírgulas depois de "treinador do Huachipato".
Como tudo indica que DESEQUILIBRADO é referente ao treinador do time chileno, façamos então a frase sem ambiguidade:
Luxa culpa o treinador do Huachipato, que estava 'desequilibrado' e acusa o brasileiro de ironia.
Outra coisa que não fica bem esclarecida é "acusa o brasileiro"... Qual brasileiro? Tudo indica que é Luxemburgo, mas poderia ser outro?...
quinta-feira, 14 de março de 2013
Quem é Você...
Você é a poesia,
o mundo que seria
todo preso de encanto,
na ilusão e no espanto,
um vibrar dia a dia.
A liberdade teria
toda intensidade,
e somente a verdade
prevaleceria.
Uma Luz, um sorriso
espontâneo acontece
se Você aparece,
emoção de improviso.
O sabor escondido
que ninguém oferece,
o sonho e a prece
de quem tá perdido.
Tudo é lindo ao te ver,
um viver te abraçar,
de dentro um gritar
que não é pra dizer.
João Lover
14.03.2013 (Dia da Poesia)
o mundo que seria
todo preso de encanto,
na ilusão e no espanto,
um vibrar dia a dia.
A liberdade teria
toda intensidade,
e somente a verdade
prevaleceria.
Uma Luz, um sorriso
espontâneo acontece
se Você aparece,
emoção de improviso.
O sabor escondido
que ninguém oferece,
o sonho e a prece
de quem tá perdido.
Tudo é lindo ao te ver,
um viver te abraçar,
de dentro um gritar
que não é pra dizer.
João Lover
14.03.2013 (Dia da Poesia)
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O choro
Uma menina chorando,
emanando tantos encantos,
que o seu jeito não nega.
Se uma lágrima escorrega
no seu rosto macio,
vem um alívio sadio
de uma dor que navega.
Tristeza e tempo passando
em seus compassos, correndo;
a menina, assim, sonhando,
nesse momento, sofrendo...
Mas... nada está perdido.
Menina! Solta teu sorriso
de preciso poder mágico,
de um brilho fantástico;
como um sol, manda Luz.
E no olhar se traduz
flamejantemente divina.
Se um dia tudo termina,
hoje, não será tarde;
esse peito te arde
porque o amor te domina.
João Lover (2002)
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