Saudade "preenche" um vazio
impossível de uma felicidade
ainda viva dentro da gente.
Com ou sem esperança,
é sonho que ora não se alcança,
e a necessidade é urgente.
Perpetuando-se, na mente,
o afã do amor, refletindo a dor
que todo desejo concentre.
Mas... Para definir saudade,
morre toda verdade
no coração de quem sente...
João Lover (2002)
Aqui, o meu pensamento... quem sabe, o nosso. Vamos juntos vivenciar Poesia. Se passeares neste Blog, certamente, vais encontrar algo que se identifica contigo. Apresento, ainda, Dicas da Língua Portuguesa, comentários e crônicas.
sábado, 10 de novembro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
Poema para o "Bau"
Penso que seja legal
fazer o terno poema
para o amigo Bau.
Ele é o símbolo ideal
de toda e mais animal
candura já encontrada
nessa difícil estrada
tão assim turbulenta.
Insiste resiste o poema,
inspirado nessa Figura,
que não pensa em usura
ou não sabe da usura...
e não age com a maldade.
Vive numa santidade
no inferno aqui da Terra
e nunca se desespera:
tem a Paz da ingenuidade.
Seu olhar é a verdade,
possui uma felicidade
bem difícil de entender.
Ele não sabe ler,
sabe ser humanidade.
Essa sua irmandade
poucos 'humanos' a sentem.
somos longe e tão perto:
a multidão e o deserto
habitam dentro da gente.
E o amigo inocente
vive no meio das feras
com suas puras quimeras
e o seu sorriso pertinente.
Um homem muito cândido,
um escândalo sua riqueza,
concentrada na pureza,
mas Ele não sabe o quanto.
João Lover (2002)
fazer o terno poema
para o amigo Bau.
Ele é o símbolo ideal
de toda e mais animal
candura já encontrada
nessa difícil estrada
tão assim turbulenta.
Insiste resiste o poema,
inspirado nessa Figura,
que não pensa em usura
ou não sabe da usura...
e não age com a maldade.
Vive numa santidade
no inferno aqui da Terra
e nunca se desespera:
tem a Paz da ingenuidade.
Seu olhar é a verdade,
possui uma felicidade
bem difícil de entender.
Ele não sabe ler,
sabe ser humanidade.
Essa sua irmandade
poucos 'humanos' a sentem.
somos longe e tão perto:
a multidão e o deserto
habitam dentro da gente.
E o amigo inocente
vive no meio das feras
com suas puras quimeras
e o seu sorriso pertinente.
Um homem muito cândido,
um escândalo sua riqueza,
concentrada na pureza,
mas Ele não sabe o quanto.
João Lover (2002)
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Em 17/10/2012, jogo: Santos e Atlético Mineiro: mais um GOL de gênio
O Rei
do futebol é Pelé; o Príncipe do futebol é Zico; Neymar eu digo que é o novo
Rei do Futebol, naturalmente, sem superar o supremo e eterno Rei Pelé.
Notamos
quatro fatores presentes nos grandes gênios do futebol: inteligência,
velocidade, habilidade, reflexos mais do que apurados. Basta observar algumas
imagens, e percebe-se que esses referidos possuem esses atributos em generosa
quantidade.
Quero
provocar outro gênio, Ronaldinho Gaúcho, para que dispute com Neymar esse
título de novo Rei do Futebol. A felicidade do Povo brasileiro, Ronaldinho, é
vê-lo novamente inspirado (parece que Você está voltando a ficar). Neymar, esse
já vive inspirado por natureza.
Vamos
lembrar o GOL, na Vila Belmiro, no dia 17/10/2012: Na intermediária, do campo
do adversário, Neymar, com o marcador às costas, dribla-o colocando a bola
entre as pernas dele. Chega um segundo marcador, Neymar dá um corte para a esquerda,
o adversário passa lotado de carrinho e se choca contra o outro que levou o
drible entre as pernas. Neymar dá um tapa na bola e avança. Na entrada da
grande área (perto do bico do lado esquerdo do ataque), dá um corte para a direita,
balança o corpo à frente do zagueiro e mete a bola, de pé direito, no canto direito da meta: é golaço.
Já vi muitos
atacantes: Reinaldo (do Atlético Mineiro), Careca, Dener, Romário, Ronaldo
Fenômeno. Neymar, pelo que já fez e pelo modo como fez, supera todos esses. Ele
ainda vai atingir o ápice do seu futebol. E quando atingir, todos verão que
estou certo. Saudemos nosso Rei Neymar.
João Lover
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A planta, o orvalho e a vida
A vida não é o que imaginamos.
A vida é simplesmente a vida...
A vida é o que sentimos.
Sentimos o que é a vida?...
O verde brilhante da folha molhada:
esperança em Luz cheia de vida.
Uma chuva... orvalho escorre lindo,
lembra lágrimas de um menino
na pureza de um sentimento,
amolecendo corações que, em tempo,
podem agir para vê-lo sorrindo.
Verde, vida, semente, flor, fruto...
um exemplo vivo e absoluto
uma planta, a todo instante, realiza:
faz o bem, resoluta em seu reduto,
mesmo a uma 'humanidade' nociva.
João Lover (2002)
A vida é simplesmente a vida...
A vida é o que sentimos.
Sentimos o que é a vida?...
O verde brilhante da folha molhada:
esperança em Luz cheia de vida.
Uma chuva... orvalho escorre lindo,
lembra lágrimas de um menino
na pureza de um sentimento,
amolecendo corações que, em tempo,
podem agir para vê-lo sorrindo.
Verde, vida, semente, flor, fruto...
um exemplo vivo e absoluto
uma planta, a todo instante, realiza:
faz o bem, resoluta em seu reduto,
mesmo a uma 'humanidade' nociva.
João Lover (2002)
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Dica da Língua Portuguesa nº 10: Verbo OBEDECER
Manchete do site MSN (aquele quando a
gente sai do Hotmail), contida no link Giro das Famosidades. Vejamos: Justiça obriga Paula Fernandes a obedecer
gravadora de Leonardo.
Alguns detalhes técnicos: 1. sujeito: Justiça;
2. no predicado, primeiro vem a regência do verbo obrigar, cujo objeto
direto é Paula Fernandes, e temos uma oração substantiva objetiva
indireta reduzida de infinitivo, que funciona como objeto indireto do verbo obrigar,
iniciada pelo verbo obedecer antecedido da proposição a exigida pelo verbo obrigar (observe: a obedecer gravadora de Leonardo).
Verifica-se que há erro de regência, pois o verbo
obedecer é transitivo indireto e rege a preposição a. Então, a
manchete gramaticalmente correta seria: Justiça obriga Paula Fernandes a
obedecer à gravadora de Leonardo. Nota-se que aparece o acento grave
indicador da crase. Existe a contração entre a preposição "a" exigida pelo verbo obedecer
e o artigo "a" admitido pela palavra gravadora.
domingo, 23 de setembro de 2012
Floresta selvagem
Vejo esse jeito que tens
e penso em mais de cem
coisas para fazer:
uma vontade de morder,
outra de abraçar...
Por dentro, um gritar
como se fosse infinito,
um querer destemido,
e se passa a sonhar.
Imagina-se a lua
na floresta selvagem,
e Você toda nua,
a mais bela imagem.
Teu olhar uma flecha,
a volúpia e o fogo,
apetite de lobo
na carne em festa.
Teu quê de enigmático
exerce um poder,
cria mais um lunático
pra sentir teu prazer.
João Lover (23/9/2012)
e penso em mais de cem
coisas para fazer:
uma vontade de morder,
outra de abraçar...
Por dentro, um gritar
como se fosse infinito,
um querer destemido,
e se passa a sonhar.
Imagina-se a lua
na floresta selvagem,
e Você toda nua,
a mais bela imagem.
Teu olhar uma flecha,
a volúpia e o fogo,
apetite de lobo
na carne em festa.
Teu quê de enigmático
exerce um poder,
cria mais um lunático
pra sentir teu prazer.
João Lover (23/9/2012)
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Ponto de fuga
Depois que o tempo passa,
aquilo perde a graça
como "a mesma praça,
o mesmo banco,
as mesmas flores,
o mesmo jardim",
levando o encanto.
Os fatores, enfim,
traduzem as mudanças;
solta-se o elo, as alianças.
E o imaginário
não é mais do relicário:
apenas, uma lembrança.
Perde-se o jeito
e também o sentido,
no peito, o gás comprimido
some agora desfeito...
Um irônico sorriso
faz no silêncio seu guiso,
no caminho da liberdade,
sem pensar em disputa,
e ocorre a fuga
do que não é verdade.
João Lover (19/09/12)
aquilo perde a graça
como "a mesma praça,
o mesmo banco,
as mesmas flores,
o mesmo jardim",
levando o encanto.
Os fatores, enfim,
traduzem as mudanças;
solta-se o elo, as alianças.
E o imaginário
não é mais do relicário:
apenas, uma lembrança.
Perde-se o jeito
e também o sentido,
no peito, o gás comprimido
some agora desfeito...
Um irônico sorriso
faz no silêncio seu guiso,
no caminho da liberdade,
sem pensar em disputa,
e ocorre a fuga
do que não é verdade.
João Lover (19/09/12)
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Escrever e Língua Portuguesa
Aproveitando
algumas colocações dos amigos Antônio Saracura (Escritor sergipano) e Valter
Ferreira (Palmarense, Prof. de História), vou fazer alguns comentários sobre
essa coisa de escrever.
Vem
a pergunta: qual a essência do escrito? Tudo começa de uma ideia. “De
onde ela vem”? Eclode conduzida pelo “poder da criação”. Existe o canal, a
forma e o conteúdo: três coisas inseparáveis para que o pensamento se
concretize fisicamente e possa chegar ao público, e, então, ocorre a
multiplicidade, e nós, autores, não somos mais donos da obra. Para escrever, não
há segredo nem fórmula: tudo vem do conhecimento e da mente do homem (quanto
mais conhecimento e mais inteligência, maior a possibilidade de uma mensagem “eficaz”).
O
cerne do texto não é a correção gramatical. O importante é aquilo que o escrito
diz. E não se deve esquecer de que existe o código, a mensagem, o emissor e o
receptor. Quem trabalha com as letras deve-se preocupar com a perfeição e com o
detalhe (fatores da Arte). Como diria Fernando Sabino: “Não há nada mais
aliviante do que já ter escrito.”
Vejamos:
código, canal, mensagem, emissor, receptor, forma e conteúdo. Partindo do
entendimento de que o escritor não escreve só para ele mesmo, esse artífice
passa a ser uma referência, por isso é fundamental não “errar”, gramaticalmente
falando, porque alguém se vai guiar pelo escritor. Nesse caso, até a ortografia
é importante. No entanto, a grande questão do escrever se chama coerência: diz respeito à lógica de sentido
do texto. Vou citar uma pequena questão regencial: “Amigo, ela arrasou contido”.
Veja, se ela arrasou o amigo, deve ser dito de outra maneira: “Amigo, ela te
arrasou.”; ou “Amigo, ela arrasou você.” Se dissermos arrasou “contigo” ou “com
você”, tecnicamente, estamos dizendo que fizeram o arraso juntos.
Se
alguém está tecnicamente preparado em relação à Língua Portuguesa, vai refletir
uma melhor mensagem e um aperfeiçoamento da forma em alguns sentidos, há, então, a possibilidade de bons conteúdos.
Existem ainda duas coisas fundamentais: o escritor ser pronto, saber o que escreve; a outra é o leitor está preparado para
conhecer o escrito em "toda" sua possibilidade. Nisso tudo, não podemos esquecer
que o importante é fazer. Sucesso, apenas uma consequência. A criação, inexplicável.
A perfeição, a infinita busca. O que era desconhecido pode ser um encanto
inesquecível provocado pelo que você foi capaz de dizer.
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