Revisão de texto Coerência e coesão Escrever: técnica e arte

Revisão de texto Coerência e coesão Escrever: técnica e arte
Livro imprescindível aos(às) profissionais do texto: escritor(a), revisor(a), professor(a), jornalista, jurista...

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Luana, Feliz Aniversário!

LUANA REGINA FERREIRA

Luz, encanto e sorriso...
Ultrapassa com a sua sabedoria.
Aumento infinito da alegria,
Nave que carrega o que acredito
Além da inesgotável fonte...

Renovação da minha esperança,
Eleva-se (o brilho do horizonte)
Gerando o calor dum abraço criança.
Impressiona como professora
Numa paz segura que avança
Atacando em ação promissora.

Faz que eu busque lutar,
Encara destemida o desafio.
Rima que vivo a sonhar
Ressoando melódico assobio.
Está sempre no meu pensamento
Inspirando-me a saber vencer,
Reforço meu de cada momento,
A emoção que conduz meu viver.

         João Lover
                    16/08/2015

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Soneto para dizer, Gilberto Gil, FELIZ ANIVERSÁRIO!


             Gilberto Gil  

Raio disparado com energia quântica
vem do Vate que transcende o universo,
o tesouro do encanto em cada verso
com efeitos da revolução semântica.

A sua palavra é pura filosofia,
Luz, serenidade e ensinamento...
com a força dos quatro elementos,
o poder da criação em poesia.

Maestro, cantor, Poeta do Brasil,
impossível talento: Gilberto Gil,
um dos maiores artistas do mundo.

Gil é música, alimento e oxigênio,
o dizer com o estro mais fecundo
semeando Arte: produção de gênio.

            João Lover
            20/06/2019


quinta-feira, 13 de junho de 2019

Namorar: poema para o Dia dos Namorados


Tudo é a força do sentimento,
conectar sem medo o coração
na ebulição do envolvimento
como se fosse uma proteção.

É um sonho ficar enamorado,
toda luz da imaginação;
no outro ser, a realização
do que vive em nós encantado.

Há um desenfreado sorriso...
Nos olhos, o brilho da vida...
Um ardoroso gozo sem juízo...

Parece eterna a vitalidade...
E se esquecem as dores, a lida...
Vai-se entregando a liberdade.

         João Lover
         12/06/2015

sábado, 11 de maio de 2019

Dia das Mães

Mãe: atitude de amor

Quando se vai ficando maduro,
ainda é tempo de descoberta...
Sabe-se: passado é coisa certa.
E não há certeza do futuro.

E a gente quer, nesta vida,
jamais se sentir esquecido,
ser uma pessoa querida
e se encontrar protegido.

Afeto de mãe é incondicional,
é-nos doado logo bem cedo,
o coração leva o segredo
do sentimento maternal.

Mãe: bendita preocupação
nos faz o bem, diz a verdade,
por essa Luz, a indicação
aos caminhos da bondade.

Mãe é símbolo de virtude,
a melhor semente de Deus,
na sua Paz nos envolveu,
amor em plena atitude...

Concentra o mar da ternura,
sofre com a nossa tristeza;
no seu colo, a nossa cura;
e nos ensina a fortaleza...

Ver-nos em sucesso ela quer
com o desejo mais fecundo
e nos defende deste mundo
com todas armas que puder.

Em cada dia do ano,
vamos dizer: mamãe, te amo!
Provoque nela um sorriso.
Ter a mãezinha é o paraíso...
Abrace-a, beije à vontade,
afaste o esquecimento.
Com ela, o doce momento
de encontrar felicidade.

          João Lover

terça-feira, 30 de abril de 2019

Dica da Língua Portuguesa nº 22: Inquérito 4.781, parágrafo com ambiguidades e com problemas coesivos


Refiro-me ao parágrafo 15 do texto da Decisão – Inquérito 4.781 –, de 18/04/2019, exarada pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, conforme discriminado abaixo. O referido parágrafo contém erros gramaticais e problemas coesivos, redundâncias e ambiguidades. Vejamos:

            [...]
Foi o que ocorreu na presente hipótese, onde inexistente qualquer censura prévia, determinou-se cautelarmente a retirada posterior de matéria baseada em documento sigiloso cuja existência e veracidade não estavam sequer comprovadas e com potencialidade lesiva à honra pessoal do presidente do Supremo Tribunal Federal e institucional da própria Corte, que não retratava a verdade dos fatos, como bem salientado pela Procuradoria Geral da República, ao publicar a seguinte nota de esclarecimento: [...]

Intime-se e publique-se.
Brasília, 18 de abril de 2019.
Ministro ALEXANDRE DE MORAES
Relator

Destaquei em vermelho os trechos nos quais ocorrem os problemas. Vamos observá-los em cinco (5) itens: 

1. uso indevido do pronome “onde”: verifica-se a oração subordinada adjetiva explicativa onde inexistente qualquer censura prévia”, que se refere à “presente hipótese”. Sabe-se que somente se usa o “onde”, na condição de pronome relativo, em referência a lugar. O gramaticalmente correto seria “na qual” ou “em que”. 

2. redundância ou pleonasmo: observe-se a frase “determinou-se cautelarmente  a retirada posterior de matéria”. Ora! Se existe a determinação mandando retirar a coisa, essa retirada não pode ser anterior, já que houve a determinação por conta da existência da coisa (temos pleonasmo). 

3. ambiguidade e erro de pontuação: por causa do erro de pontuação (colocação de vírgulas), ocorre a ambiguidade: examinemos  a frase “matéria baseada em documento sigiloso cuja existência e veracidade não estavam sequer comprovadas e com potencialidade lesiva”. A pergunta é “cuja existência e veracidade” refere-se à matéria ou ao documento sigiloso? A oração iniciada pelo pronome “cuja” é explicativa, deve ser isolada por vírgulas. 

4. redundância ou pleonasmo: “honra pessoal do Presidente...”. Ora! Ninguém será atingido na honra impessoal. 

5. ambiguidade com o pronome “que”, problema de coerência: nota-se que a oração adjetiva explicativa iniciada pelo “que”, pela proximidade do pronome em relação à palavra “Corte”, provoca a interpretação de que a Corte não retratava a verdade dos fatos (isso causa ambiguidade: problema coesivo e coerencial). A citada oração “que não retratava a verdade dos fatos” refere-se à matéria, todavia o termo referente está tão distante que provoca esse grave problema textual.

Como resolver? Simples, respirando e pontuando: lesiva à honra [...] do presidente do Supremo Tribunal Federal e institucional da própria Corte. A matéria não retratava a verdade dos fatos...
                                              
João Lover


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Dica da Língua Portuguesa nº 21: USO DA VÍRGULA COM ORAÇÃO ADJETIVA


Uso da vírgula com oração subordinada adjetiva: explicação ou restrição?

Questão da Fundação Carlos Chagas (FCC)

6. A exclusão da vírgula alterará o sentido da seguinte frase:

(A) Ao longo da História, muitos pensadores manifestaram seu temor pelos poderes da música.
(B) Obviamente, não é a todos que desconcerta surpreender-se com os poderes da música.
(C) A música afeta aos ouvintes atentos, que conhecem seus mágicos poderes.
(D) Nem todos temem a música, porque nem todos reconhecem seus mágicos poderes.
(E) Aos que gostam da música, garante-se uma inesgotável fonte de prazer e de sensualidade.

Lembrando, uma das coisas mais importantes é verificar o que a questão pede. A palavra-chave é sentido, ou seja, tirando a vírgula, haverá mudança de sentido em qual frase!

Letra A: temos a vírgula separando uma locução adverbial de tempo antecipada. A vírgula é indicada, pois o advérbio é longo. Mas, se o escritor esquecer de colocar a vírgula, NÃO muda o sentido e se entende perfeitamente.

Letra B: temos um advérbio de modo antecipado, idem ao caso anterior, a diferença é que o advérbio é curto. Se tirarmos a vírgula, também NÃO muda o sentido.

Letra D: nós temos a vírgula separando uma oração causal iniciada pela conjunção "porque". Como a oração subordinada vem depois da oração principal, a vírgula é facultativa. Mesmo que entendamos que a oração iniciada pelo "porque" seja coordenada sindética explicativa, se o escritor esquecer a vírgula, NÃO muda o sentido.

Letra E: temos o objeto indireto "Aos que gostam de música", que é complemento do verbo "garante-se" (ou seja, garante-se a alguém alguma coisa). Como o objeto indireto está antecipado, pode ser separado por vírgula. E pode ser sem a vírgula. Em relação ao sentido, NÃO muda.

Nossa resposta, Letra C: temos a vírgula separando a oração subordinada adjetiva explicativa. Se a tirarmos, MUDA O SENTIDO, passamos de explicação para restrição. Do modo como está, com a vírgula, todos conhecem os mágicos poderes. Sem a vírgula, só uma parte conhece.


domingo, 2 de setembro de 2018

Comida na selva

A pantera, com fome, saliva...
Megatônica ogiva no peito,
rarefeito o ar, aceleração cardíaca,
arrepios de fogo devastando...

E o olhar rutilante denuncia a volúpia.
Sem pudor nem culpa, sensual movimento.
A carne no dente... o beijo torra...
E o molhado esborra no cio selvagem.

A ousadia máxima sem hesitar,
bote sem erro, estraçalhar delirante.
Na sagrada perdição da gula,
o bramar felino pulula intenso,
tudo é liberdade e sigilo...

Pra que razão e consciência?
O sentir é o comando supremo
na emoção fremente do gozo.
E o sorriso, em alvoroço,
imagina uma tradução do prazer.
E não se quer dizer o segredo...
Êxtase: nem leveza, nem peso,
nem pensar  no porquê...

           João Lover
           22/08/2018

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Reflexão no tempo

Como estou no tempo?

Se me encontro em um fragmento, interstício, intervalo do tempo,
como digo, concluo que sou uma pessoa sem tempo?
Tenho de me lembrar de que o tempo não é meu!
Participo com ele, mas não o tenho.

Por que Deus me escolheu pra viver neste tempo?
Há tempo, ainda, de fazer...
Não posso esquecer-me de que não sei por quanto tempo.

O tempo é o poder, a uniformidade da velocidade,
o equilíbrio da dinâmica, a indiferença em paralelo à realidade.
Eu já disse: ele não atrasa, não adianta, nem espera.
Sem melodia, é uma só cadência e ritmo, um só compasso;
sua música é o silêncio. Não nos avisa de nada.

Assim nos ensina a se virar (resolver, inventar, saber, descobrir...).
Também ajuda a nos livrarmos de doloridas ilusões.
Temos de senti-lo para que saibamos
a importância de realizar algo de bom oriundo do sentimento do 
bem e de ensinar, com nossas ações, uma lição de valor.

Então, o feito e o ensinamento são as únicas coisas 
que se podem manter vivas no tempo: 
o que faz a nossa passagem talvez encontrar sentido.
Qual a nossa obra? Que arte nós fazemos? Servimos de exemplo???

João Lover
07/06/2017