Revisão de texto Coerência e coesão Escrever: técnica e arte

Revisão de texto Coerência e coesão Escrever: técnica e arte
Livro imprescindível aos(às) profissionais do texto: escritor(a), revisor(a), professor(a), jornalista, jurista...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Homenagem a Gisele Bündchen: a mulher mais linda de todos universos. Só fica em segundo lugar pra aquela que se casou comigo

A Mulher: a Modelo

Muito além do transcender,
magnetismo a envolver,
como um abraço de brisa,
como um sentir realiza
toda paz e prazer...

Flechada firme-suave,
intensa e constante,
encantada espaçonave
a rasgar arrepiante,
esplendor da liberdade
em cada sonho delirante.

Presença provecta,
o mel e o néctar,
um divino produto
com estilo resoluto.

A nos prender, o mistério
de mares e hemisférios,
dos selvagens continentes
nos faz insuficientes
para de ti chegar perto...
e forma-se um deserto,
apesar de contentes
se essa Luz nos fitar:
somos criança a brincar,
a vibrar, a sorrir...

Deusa, Musa a seduzir
e motivar nosso rumo,
a melodia e o sumo,
combustível pra resistir...

Supra força motriz,
esse Olhar o que diz...
Vernáculo ou expressão
não podem descrevê-lo;
sapiência, coragem e apelo
também não conseguirão,
Deus somente é quem sabe.

Suprema Obra de Arte
inspira o coração.
Bündchen: difícil rima,
mas sempre nos anima
para a mais bela canção,
Beleza em plena liderança,
o momento em pujança,
eternizada emoção...

    João Lover

sábado, 28 de março de 2015

O espelho

O teu retrato diante do espelho
dá a ti mesmo o conselho,
fala-te a verdade.

Sem dúvida nenhuma,
não podes fugir de alguma
que ora tentas esconder.

Impossível se enganar...
ficas a te dizer...
Mesmo se tentares...
é inevitável se ver.

Se te enganas,
não estás consolado,
enganando a ti mesmo,
sem crença és enfermo,
há muito estás desenganado.

     João Lover
              1995 (do livro Infinito Prazer)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Dica da Língua Portuguesa nº 17: MONOSSÍLABO – tônico; átono

Vamos observar a diferença entre as duas frases a seguir:

1.    Ele vai por onde?

2Ele vai pôr onde?

Se analisarmos o aspecto físico, a diferença é apenas o acento diferencial circunflexo. Acerca da questão morfológica, diríamos: na frase 1, o por é preposição; na frase 2, o pôr é verbo. Sobre a significação, verifica-se o contexto frasal, nota-se que os sentidos das frases 1 e 2 são diferentes.

Em relação ao fator tonicidade, o por (sem acento) constitui-se um monossílabo átono; e o pôr (com acento) representa um monossílabo tônico.

Para classificar um monossílabo em tônico ou átono, ou seja, para perceber a tonicidade, é necessário pronunciá-lo numa sequência de palavras. O monossílabo átono se apoia sempre em outro vocábulo (divide a sonoridade); o monossílabo tônico é autônomo (a sonoridade dele é independente). Agora, façamos o teste: pronunciemos as duas frases acima (1 e 2). Há uma diferença de força ao pronunciarmos o por (preposição) e o pôr (verbo).

Depende do contexto o monossílabo ser tônico ou átono. Exemplo: que, se pronome relativo (não antecedido de preposição nem seguido de pausa) ou conjunção integrante, é átono. E quê, se for substantivo e se compuser o advérbio interrogativo em fim de frase, é tônico. Vejamos: Ele sabe que a eufonia trata-se do bom som.; “Meu bem querer tem um quê de pecado...”

Lembramos: o que define a tonicidade não é o acento gráfico, e sim a pronúncia numa relação entre palavras e a independência (ou não) no que se refere à sonoridade. Exemplos: vem, vêm, tem, têm (todos são monossílabos tônicos).

Os monossílabos correspondentes às classes de palavras substantivos, verbos, adjetivos são sempre tônicos.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A metade da lua

A lua sobre a estação
tava faltando um pedaço.
lembrei do meu coração,
também havia um espaço.

O vazio em metade,
um sofrer tão ardente,
uma saudade somente,
a tristeza que invade...

E se fosse doutro jeito?
A vibração no peito:
estarmos juntos vendo a lua.

Mas o destino tem moda sua;
e eu flutuo aqui na rua,
e produzo imagens numa tela,
traduzindo a Deusa nua,
e apenas vejo a lua,
e vivo pensado nela.
     João Lover

      12.10.1998, do livro O olhar impossível...

domingo, 16 de novembro de 2014

Poema dedicado a IRMÃ DULCE

Dulce: Dulcíssima Luz

O sabor que tira a amargura
leva o nome da Candura...
Uma energia, um alimento,
a saída dos tormentos
pros miseráveis e enfermos,
quando não há meio termo,
e as dores, o extremo...

Desmedidas ações benevolentes
socorrem os menos favorecidos,
que vão sendo protegidos
nos momentos mais pungentes.

Irmã Dulce: a garantia,
a última chance, o abrigo,
a esperança, a alegria,
o consolo e o alívio...

No silêncio do olhar,
um propósito e a firmeza...
Com a saúde a desejar,
e uma enorme fortaleza.

Irmã Dulce: um mistério
daqueles que não hesitam
se o caso é o remédio
pr’aqueles que necessitam...

E essa Joia tão rara,
como Francisco e Clara,
Antônio e Teresa de Calcutá,
desprendeu-se de sua vida
dedicando-se na lida
de muitos irmãos salvar.

Ao agir, além de orar,
ensinou-nos, com ternura,
esta lição mais pura:
ao semelhante amar...

Um exemplo a se mirar,
e a humanidade não segue
se aos desejos entregue,
não sabe mais caminhar.

Dulce! Há uma sorte
de quem conviveu contigo,
sentiu teu abraço amigo
e o teu coração forte...
Quem viveu desse carinho
jamais se sente sozinho
e encontra o seu norte...

És Bendita Luz Divina,
uma Paz que nos domina,
simplesmente, uma Santa.

A emoção é tanta
se penso no teu sorriso:
vento leve que balança,
brilha e sopra infinito...

És tudo que nos ensina
um sublime dividir,
pra sermos do bem a mina
num fazer que nos anima
e que vai-nos redimir.

Não sei quem é que merece
da tua messe a bonança...
és poderosa e bem mansa,
supra impulso protetor,
sei que atendes o clamor
duma prece que te alcança.

       João Lover

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O que vi da Copa de 2014

1º – Fui a Salvador e assisti ao jogo Espanha 1 x 5 Holanda. Uma tristeza, porque, junto com meu filho, vi um dos grandes gênios da bola: Iniesta perder o jogo. Queria muito ter o privilégio de ver esse jogador atuar... O placar não representa o que foi o jogo... No cômputo geral, Iniesta não decepcionou, apesar de tudo, nessa Copa, ainda distribuiu alguns passes magistrais (assistências) e jogou com a habilidade e a inteligência de sempre.

2º – Apresenta-se, ao mundo, mais um craque de bola: o colombiano James Rodrigues, que fez dois dos gols mais bonitos da Copa e é o artilheiro, fez 6 gols (chuteira de ouro). Considero o gol que ele fez contra o Japão o mais bonito de todos dessa Copa: o camisa 10 colombiano recebe a bola, na entrada da grande-área (perto do bico, pela esquerda)), já dentro, chega um defensor japonês, James corta com perna esquerda para o lado de dentro e, quando o defensor se move, ele corta com a perna esquerda pra fora, e o defensor leva uma queda; nesse momento, aproxima-se o goleiro, que é vencido com um leve toque: a bola passa por cima dele e morre dentro da meta, golaço. Esse gol faz lembrar Pelé, Garrincha, Joãozinho do Cruzeiro, Reinaldo do Atlético Mineiro, Paulo César Caju... Num gol como esse, surgem o talento e magia genial do improviso: o mérito é todo do atacante, que conduz a jogada a seu modo (nessa hora o futebol é poesia). Não há falha, nem do defensor, nem do goleiro, não havia nada que eles pudessem fazer diante da perfeição do improviso. James, simplesmente, fez o japonês acreditar que ele iria para o centro da área, mas o camisa 10 encontra o espaço com novo corte para o lado, e existe tempo suficiente para encobrir o goleiro e espaço para que bola passe e adormeça na rede: isso é Futebol Arte.
  João Lover

Amanhã, o número 2.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Dica da Língua Portuguesa: Risco de morte ou risco de vida?

MANCHETE DO SITE MSN, em 27/05/2014:


Velho Lobo, 82 anos, não corre risco de morte.

Já vimos, numa dica anterior, que, tecnicamente, em relação à Língua Portuguesa, não há "risco de morte". Conforme a lógica gramatical e a coerência do discurso, "risco de morte" é simplesmente inconcebível. 

Gramaticalmente correto: risco de vida e risco de morrer. A explicação sobre isso encontra-se na Dica da Língua Portuguesa nº 14, postada em maio de 2013.

Alguém, é claro, pode pensar diferente. Caso isso ocorra, vamos ver se consegue argumentar...
   João Lover

sábado, 26 de abril de 2014

Discussão sobre a emoção

Alguns teóricos afirmam que (pela capacidade, preparo) o intelectual, catedrático, etc. sente uma emoção diferenciada ao se deparar com o texto.
Uma questão polêmica: procurar distinção para a emoção. Será que existe emoção comum ou incomum? A emoção pode-se traduzir como vida; e vida é vida, independente de qualquer entendimento maior. Um intelectual ou um singelo cidadão, acredito que se deva emocionar para realmente viver...
A emoção, quando acontecer, em relação ao efeito, não há diferenciação: alguém vai emocionar-se pura e simplesmente porque algo aconteceu para que houvesse esse estado emocional.
No caso de alguém se emocionar ao se encontrar com a poesia, esse pode ter mais capacidade de descobrir coisas indeléveis (qualidade, literariedade, ensinamento, etc.) e emocionantes na literatura, e, certamente, todos possuem a capacidade de se emocionar. Como diz o pensador: “O problema é o sentido.”; eu acrescento a ilusão e a vaidade de cada um... Já se sabe que vamos morrer buscando o sentido.
Se as pessoas são diferentes, podemos tomar as emoções como “diferentes”, apenas nesse sentido. E se as pessoas sentem as mesmas coisas, então, as emoções são semelhantes. Vida e emoção: uma coisa não vive sem a outra... A sabedoria pode ser um diferencial, mas o sentir traz a Luz, a vibração e harmonia da igualdade que, quase sempre, nunca acontece.
João Lover (14.11.2003)