sábado, 8 de setembro de 2012

A saia e a moça

O balançado da saia,
essa passada, menina,
é algo que nos atrapalha
e também nos alucina!

Se não encontro a rima,
tô maluco e perdido,
um poeta em perigo,
o castigo me anima.

Ao entrar nesse clima,
a agonia se agita,
uma vontade palpita,
simplesmente domina.

Monumento pra artista
(talvez um Renascentista),
todo olhar se arrisca
nessas formas perfeitas.

Curvas sem ser estreitas,
recheios dentro da saia,
quase que se desmaia,
apenas ver não se aceita.

Beleza sem a receita,
não há como descrever,
e causa tanto prazer
na hora que se espreita.

Afrodite em carne e osso,
sai quebrando os pescoços
dos homens pela cidade,
poderosa essa beldade.
 
Inútil é ser pudico.
Será mentira ou verdade
dizer que a felicidade
vai perdida aí contigo?...
   João Lover (2002)

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